Juliana Diógenes
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Ciclovia da Paulista é vandalizada perto de concentração de grupos anti-Dilma

Pichações diziam 'Fora Lula' e 'Ciclovia mais cara do mundo'; Prefeitura informou que vai repintar a via para bicicletas

Juliana Diógenes, O Estado de S. Paulo

18 de março de 2016 | 09h33

A ciclovia da Avenida Paulista, no centro da capital, foi alvo de vandalismo. A via foi pichada em dois trechos próximos à estação de metrô Trianon-Masp e ao prédio da Fiesp, local de maior concentração dos manifestantes contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, indicado para a chefia da Casa Civil, e a presidente Dilma Rousseff. O grupo ocupava a avenida desde a noite de quarta-feira e foi dispersado na manhã desta sexta-feira, 18, pela Polícia Militar, para tentar evitar confronto com os militantes que vão participar de um ato a favor do governo, no fim da tarde, marcado previamente e informado às autoridades estaduais.

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Em um ponto da ciclovia, foi escrito com tinta branca: "Fora Lula". Metros depois, um segundo trecho foi pichado com a frase: "A ciclovia mais cara do mundo".

Obra da gestão do prefeito Fernando Haddad (PT), a via para ciclistas foi inaugurada no dia 28 de junho. Horas antes da sua liberação, um trecho chegou a ser manchado com tinta azul.

A via exclusiva para bicicletas tem 2,7 quilômetros de extensão, da Praça Oswaldo Cruz à Avenida Angélica, e custou R$ 12,2 milhões. Os recursos são do Fundo Especial do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, vinculado à Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente.

Para alcançar a meta 97 do Programa de Metas do Município, que prevê a implantação de 400 quilômetros de vias cicláveis, a administração municipal prevê o investimento de R$ 80 milhões.

A Prefeitura informou que vai repintar a ciclovia, mas não deu previsão de data ou custo.

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