Chuva no Sudeste não deve melhorar situação de reservatórios

Apesar das chuvas de hoje em São Paulo e no Rio de Janeiro, dificilmente irá melhorar no curto prazo a escassez de chuvas nas cabeceiras dos principais rios que abastecem o sistema hidrelétrico da região Sudeste. De acordo com previsão do hidrólogo do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Javier Tomasella, se chover na região da nascente do rio São Francisco e do rio Grande, em Minas Gerais, "não será suficiente" para reverter a forte seca na região."O solo está tão seco que essas chuvas, esporádicas, dificilmente vão melhorar os reservatórios. Vão ser rapidamente absorvidas pelo solo seco", explicou Tomasella, de Cachoeira Paulista (SP), por telefone, à Agência Estado.Segundo ele, o período forte de chuvas naquela região do interior de Minas só acontecerá em realmente setembro a outubro. "Infelizmente, até lá, não estamos esperando uma reversão da seca", disse Tomasella.Segundo o "Prognóstico de Inverno" do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as chuvas de meados de setembro, que este ano deverão chegar em meados de agosto/início de setembro, atingirão a nascente do rio São Francisco, em Minas Gerais. De acordo com o secretário-executivo do ministério, Márcio Fortes de Almeida, a chuva vai beneficiar as áreas onde estão instaladas as hidrelétricas de Furnas e Três Marias e poderá favorecer também os reservatórios de água das usinas de Itaparica, Paulo Afonso e Sobradinho.Márcio Fortes informou também que hoje choveu moderadamente em São Paulo (50 milímetros) e que essa chuva deverá chegar entre até quarta-feira em Minas Gerais. O secretário comentou que essa chuva moderada dificilmente acontece nesta época do ano.

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