Chuva de maio não normaliza reservatórios

Durante o mês de maio, as regiões mais críticas quanto ao problema energético tiveram chuvas um pouco acima da média histórica. Segundo o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC - Inpe), esse aumento não foi o suficiente para normalizar os níveis dos reservatórios nos rios São Francisco (onde estão as represas de Sobradinho e Três Marias), Paranaíba (que possui os postos de Emborcação, Itumbiara e São Simão) e Rio Grande (onde fica o posto Marimbondo). Nos primeiros dez dias de junho, chuvas superiores a 50 milímetros foram observadas em grande parte da Região Norte, no norte do Maranhão, Ceará e no litoral leste desde o Rio Grande do Norte até a Bahia, com exceção do sul deste Estado. O mesmo aconteceu na Região Sul, exceto no litoral. Já nas Regiões Centro-Oeste e Sudeste, a precipitação registrada esteve entre 5 e 10 milímetros. Nessas duas áreas, os meses de junho a agosto são os mais secos do ano. No Sudeste, o total de precipitação acumulado no período foi superior à média histórica em alguns locais. Entre 50 e 100 milímetros superiores à média foram observados no sul do Estado de São Paulo e no norte do Espírito Santo. Na faixa leste do Rio de Janeiro e no sul do Espírito Santo, o registro ficou abaixo da média. No Centro-Oeste, houve regiões como o sul dos estados do Mato Grosso e de Goiás que registraram médias positivas de precipitação, com valores entre 25 e 50 milímetros. No início de junho, houve um índice de precipitação entre 25 e 50 milímetros no extremo sul do Mato Grosso do Sul. No restante da região, houve apenas nebulosidade. No Sul, alguns fenômenos meteorológicos causaram chuvas intensas em algumas cidades do Rio Grande do Sul, como Sant´Ana do Livramento (191 milímetros), Bagé (147 milímetros) e em Rio Grande (191 milímetros). Com isso, os valores ultrapassaram a média climatológica do mês de junho, cujo valor é entre 100 e 130 milímetros.

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