Chuva chega ao Piauí antes de socorro federal

Burocracia emperra liberação dos recursos para atender população do semi-árido há pelo menos cinco meses

Luciano Coelho, O Estadao de S.Paulo

24 de novembro de 2007 | 00h00

Começou a chover na região do cerrado, mas a água não é suficiente para garantir o abastecimento nem para fazer florescer o pasto para os animais. A burocracia emperra a liberação dos recursos para atender a população há pelo menos cinco meses. Os trabalhadores rurais deram um ultimato e ameaçam saquear armazéns e ocupar prédios públicos se o dinheiro para socorrer as vítimas da seca não for liberado urgentemente.O secretário estadual de Defesa Civil, Fernando Monteiro, afirmou que as chuvas ainda são insuficientes para o atendimento da população atingida pela seca no semi-árido. Ele está em Brasília, no Ministério da Integração Nacional, para tentar liberar R$ 3,2 milhões para garantir abastecimento de água com carros-pipa e pôr em funcionamento 100 poços artesianos que estavam desativados.O meteorologista da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Mainá Medeiros, informou que as chuvas são esparsas e insuficientes para armazenamento. "As chuvas no semi-árido estão abaixo da média e não é possível garantir a umidade do solo nem há condições de armazenar água em cisternas ou açudes. A precipitação pluviométrica é baixa", afirmou Medeiros. ESTRATÉGIAOs prefeitos utilizaram a estratégia de decretar situação de emergência antecipadamente para vencer a burocracia, mas até agora não conseguiram que os recursos fossem liberados. Não há verbas nem mesmo para garantir o abastecimento de água para pessoas e animais.O secretário de Defesa Civil espera assinar hoje o convênio para liberação dos recursos destinados à contratação de carros-pipa, além de garantir os equipamentos para funcionamento de poços perfurados no semi-árido."Acredito que não haverá mais problema, pois atendemos a todas as exigências e vamos agora concluir finalmente esse convênio", disse Fernando Monteiro, por telefone, da ante-sala do coordenador da Defesa Civil Nacional, Roberto Guimarães.

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