Chuva aumenta tensão em manifestação no Planalto

Em função da chegada da noite e intensificação da chuva, começa a ficar tensa a manifestação de cerca de 400 militantes do MST e da Contag, de sindicatos e de associações de pequenos produtores que estão desde as duas horas da tarde parados em frente ao Palácio do Planalto. Apesar da disposição dos manifestantes em permanecer no local até obter uma resposta concreta do governo sobre um pedido de audiência, o major Silva Filho, comandante da operação, deixou claro que "eles não irão dormir no local". Já chegou às proximidades do Planalto um grupo de ambulâncias. Os manifestantes tentaram, no início da tarde, caminhar em direção ao Palácio da Alvorada, mas foram barrados por um forte aparato policial. Cerca de 200 policiais militares, 20 soldados da polícia montada, além de homens do batalhão de choque e da segurança do Palácio. O porta-voz da presidência, Georges Lamazière, disse que o presidente Fernando Henrique Cardoso já transmitiu o pedido de audiência ao ministro do Desenvolvimento Agrário, Raul Jungmann, que é o responsável no governo por tais negociações. Os manifestantes querem que um integrante da equipe econômica também participe do encontro. Até o momento, tal reivindicação não foi aceita. Estão atuando como intermediários para tentar audiência do presidente aos líderes o presidente nacional da CUT, João Felício, o presidente da Contag, Manuel dos Santos, e deputados do PT.

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