Chinaglia reage à acusação de Aldo sobre sua campanha

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT), reagiu às declarações do ex-presidente da Casa Aldo Rebelo (PCdoB) que, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, acusou o petista de ter utilizado "métodos condenáveis" para vencer a eleição para presidência. Chinaglia pediu que Aldo apontasse os fatos que o levaram a fazer estas declarações. Aldo fez insinuações sobre uso da máquina do governo, na campanha, e atribuiu sua derrota a interferência de ministros do PT a favor de Chinaglia e do governador de São Paulo, José Serra (PSDB). "Fui informado de que ele (Aldo) levantou hipótese, mas não soube apontar. Peço que se apresentem os fatos, porque eu (os) desconheço", reagiu Chinaglia. E acrescentou: "Nada tenho a dizer do relacionamento dos partidos, dentro e fora da Casa. Minha função legal, institucional e política é a de conduzir a Casa bem, e vou fazê-lo." Extinção de cargos Chinaglia confirmou que colocará em votação no plenário, nesta quarta-feira, o projeto que extingue parte dos cargos especiais conhecidos por CNS (cargos de natureza especial), para os quais não é exigido concurso público. Segundo Chinaglia, é seu dever pôr em votação o projeto, já que há CNS que estão inoperantes. No ano passado, o então presidente da Câmara Aldo Rebelo (PCdoB) demitiu servidores sem concurso, mas não extinguiu os cargos, medida que precisa de aprovação de projeto de lei no plenário. Chinaglia afirmou que a votação da proposta acaba com a idéia, surgida durante a campanha para a presidência da Casa, de que esses cargos teriam sido negociados em troca de apoio. "Estou provando que, da nossa parte, não houve nenhuma iniciativa nesse sentido", afirmou Chinaglia.

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