Chinaglia quer retomar discussão sobre sessão às segundas

O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia, afirmou nesta sexta-feira, 13, que vai reabrir a discussão com os líderes da Casa a respeito do trabalho dos parlamentares às segundas-feiras. "Quero saber especialmente qual é a posição dos Democratas (ex-PFL) sobre a questão, até porque eu acho que o Plenário e a sociedade merecem explicação", disse. As sessões às segundas-feiras haviam sido implementadas por Chinaglia no início de seu mandato na Casa. O deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) criticou os líderes partidários por terem posto fim ao trabalho às segundas. "O deputado Aleluia fez declarações que, eu diria, não encontram lastro na realidade e na verdade dos fatos. Ele disse que o DEM (ex-PFL) era favorável ao trabalho às segundas, quando o líder do PFL (Onyx Lorenzoni) foi um dos que também defendeu que não houvesse trabalho às segundas", acrescentou.Chinaglia disse que seu objetivo ao propor mais um dia para as sessões deliberativas era mostrar a disposição da nova legislatura que assumia a Câmara, "até porque faço a defesa do Parlamento vinculando-o à democracia".Segundo ele, entretanto, numa reunião em que o assunto nem sequer estava na pauta, houve praticamente unanimidade entre os líderes para decretar o fim das sessões às segundas. "Minha intenção era levar isso um pouco mais adiante, mas evidentemente não era prudente, dada a posição dos líderes", declarou. CPI da crise aéreaSobre a CPI do Apagão Aéreo, Chinaglia disse que está nas mãos do Supremo Tribunal Federal. Ele não acredita, entretanto, que os trabalhos no Congresso para a aprovação das medidas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) serão dificultados caso a CPI seja instalada na Câmara ou no Senado. "Sinceramente, não creio que deixemos de cuidar dos interesses nacionais por uma CPI que trata de um assunto específico", afirmou.Ele negou saber se a base governista está se articulando para ocupar os cargos da CPI caso o STF determine sua instalação. Ao ser questionado sobre se o governo prefere uma CPI na Câmara, onde tem maioria, ou no Senado, ele respondeu que a pergunta deveria ser feita diretamente ao Executivo. "Eu respondo pela Câmara", limitou-se a dizer.Ao falar sobre o aumento salarial que será concedido ao presidente Lula, de acordo com a reposição da inflação do período, Chinaglia disse que a decisão foi do próprio presidente e será cumprida, mas destacou que em sua avaliação "não faz muito sentido o presidente ganhar menos que um deputado e um senador". A questão, segundo ele, deve entrar na pauta da Câmara assim que as medidas provisórias do PAC sejam aprovadas, assim como o aumento de um ponto porcentual no repasse do fundo de participação dos municípios.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.