Chinaglia promete transparência em reajuste a deputados

Três dias após o lançamento da candidatura do tucano Gustavo Fruet (PR) à presidência da Câmara, o candidato do PT, Arlindo Chinaglia (SP), encaminha nesta sexta-feira a todos os deputados carta em que pede votos e diz que, em sua campanha, "não há temas proibidos". Chinaglia faz referência ao polêmico reajuste dos salários dos deputados. O petista promete tratar o assunto com transparência e lembra que a decisão final caberá ao plenário. Na carta, Chinaglia diz que questões como "as condições de trabalho" dos parlamentares e "a relação de independência e harmonia com outros Poderes" serão resolvidas "de imediato, fazendo um debate breve, sereno e transparente". Em outro trecho, reconhece o desgaste do parlamento. "A última legislatura foi marcada por episódios de muita tensão e até sofrimento. A Casa ficou com uma imagem bastante desgastada perante a sociedade, o que é ruim para todos". Em dezembro, foi aprovada, em reunião de líderes, equiparação do salário dos deputados com o dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A remuneração passaria de R$ 12.847 para R$ 24.500. Diante da péssima repercussão, o aumento foi suspenso. Na época, Chinaglia e o atual presidente da Casa, Aldo Rebelo (PC do B-SP), que disputa a reeleição, foram favoráveis ao aumento. Fruet defende reajuste que reponha perdas com a inflação. Depois de lançar sua candidatura, Chinaglia disse que, se a decisão do plenário for pelos R$ 24.500, o reajuste será implementado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.