Chinaglia promete ser rígido com horários de votações

O novo presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), comandou nesta terça-feira sua primeira sessão de votação tentando por ordem na Casa. Anunciou que vai cumprir com rigidez os horários das sessões, não vai permitir faltas, a não ser em caso de doença do deputado ou em cumprimento de missão oficial, e prometeu que haverá votações às quintas-feiras, além das terças e quartas. Na próxima semana, para compensar o feriado de Carnaval, Chinaglia convocou votações também para a segunda e a sexta-feira. "Essa vai ser a rotina. Tenho absoluta convicção de que é o entendimento do conjunto dos parlamentares", afirmou. Ele não quis comparações com seus antecessores que também assumiram pregando cumprimento rígido das regras, mas não conseguiram mudar a tradição da Câmara de abonos de faltas por motivos frouxos e votações apenas nas terças e quartas-feiras. "O que passou, passou. Não posso falar pelo passado. Eu vou cumprir as regras", disse Chinaglia. A orientação de Chinaglia foi a mesma na primeira reunião com os líderes dos partidos políticos. Ele também fixou a pauta para a votação de quarta com dois projetos: o que cria a Super-Receita, que não tem acordo quanto ao conteúdo da proposta, e o projeto que extingue cerca de mil cargos de natureza especial, os chamados CNEs. Apesar de vagos com as demissões feitas pelo ex-presidente Aldo Rebelo (PC do B-SP), esses cargos só não poderão ser preenchidos no futuro se forem extintos em votação no plenário. Chinaglia afirmou que, mesmo sem acordo, os projetos deverão ser votados. "Não é obrigatório ter acordo. Vamos trabalhar para que todos percebam a importância de termos uma pauta produtiva", argumentou. O tom de resgatar a credibilidade da Câmara foi adotado por todos os líderes. "Estamos em fase de fisioterapia. Vamos recuperar a credibilidade da Casa com uma pauta positiva", afirmou Chinaglia. Nesse sentido, a votação do projeto que reajusta o salário dos deputados ficará para depois, provavelmente em março. "Temos primeiro que trabalhar e resolver outras questões. Pôr a máquina para funcionar antes e depois votar o salário", afirmou o líder do PTB, Jovair Arantes (GO).

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