Chinaglia prevê aprovação tranquila do aumento da CSLL

O presidente da Câmara, ArlindoChinaglia (PT-SP), estima que a proposta do governo de elevar aalíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL)para o setor financeiro não terá dificuldades de ser aprovadano Congresso. Chinaglia, porém, prevê dificuldades na aprovação dareforma tributária que o governo vai enviar ao Congresso atémarço --e já cogita fatiá-la. Depois de perder a arrecadação de 40 bilhões de reais daCPMF, extinta pelo Senado no fim do ano passado, o governodeterminou o corte de 20 bilhões de reais de suas própriasdespesas e elevou a CSLL e o Imposto sobre OperaçõesFinanceiras (IOF) com o propósito de obter mais 10 bilhões dereais. No caso da CSLL, a elevação da alíquota cobrada dos bancosfoi de 9 para 15 por cento. "Essa medida não vai ter dificuldade de ser aprovada, atéporque fica difícil alguém falar que está defendendo o povoatravés da defesa dos bancos, que têm altos lucros", disseChinaglia a jornalistas no salão verde da Câmara. "Acho razoável que o financiamento da sociedade seja feitopor quem pode mais. Acho que vai na linha de se fazer justiçasocial", acrescentou. Sobre a reforma tributária, o presidente da Câmara afirmouque houve esforço do governo federal pela proposta, "masninguém conseguiu fazer isso até hoje", o que, segundo ele,demonstra a dificuldade de um entendimento. "Uma alternativa é fazer a reforma por inteiro ou não. Vocêpode não produzir acordos em todos os pontos. Temos que terdiálogo com todas as forças no Congresso para escolher umcaminho e fazer a reforma", defendeu. Chinaglia descartou a possibilidade de o Congresso parar em2008 por ser ano eleitoral, mas considerou normal a redução dostrabalhos. "Temos duas tarefas: aproveitar o primeiro semestre paraproduzir acordos e votar, e construir entendimentos para fazeruma agenda realista para o segundo semestre", afirmou,acrescentando que não passa pela sua cabeça um recesso brancona segunda metade do ano. (Texto de Mair Pena Neto; Edição de Isabel Versiani)

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