Chinaglia prevê 7 horas de exposição de ministros sobre PAC

A comissão geral da Câmara, que iniciou às 16h30 a reunião para discutir, no plenário, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) com três ministros, deverá durar pelo menos sete horas, segundo previsão feita pelo presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP). Os ministros que participam são Guido Mantega, da Fazenda, Dilma Rousseff, da Casa Civil, e Paulo Bernardo, do Planejamento, Orçamento e Gestão. Chinaglia disse que cada ministro terá de 15 a 20 minutos para fazer sua exposição. Em seguida, os líderes da minoria, Júlio Redecker (PSDB-RS), e o do governo, Beto Albuquerque (PSB-RS), poderão fazer seus questionamentos. Depois disso, durante uma hora, os líderes das bancadas partidárias farão suas intervenções. Em seguida, os ministros terão 10 minutos para responder. Chinaglia disse que, depois dessa fase, os deputados poderão usar dois minutos para perguntar aos ministros, que responderão a cada grupo de dez deputados. As oito MPs do PAC já receberam 728 propostas de emendas, segundo a assessoria da Câmara dos Deputados. O número elevado de emendas às medidas do programa é um indicativo de que o Congresso quer alterações ao PAC para então aprová-lo, o que pode atrasar as votações. O governo não quer que isso aconteça porque, a partir do dia 19 de março, as medidas do PAC que não tiverem sido aprovadas ganham prioridade de votação e passam a trancar a pauta da Câmara. O PAC foi anunciado pelo presidente em 22 de janeiro deste ano e prevê investimentos de R$ 503,9 bilhões até 2010 em infra-estrutura: estradas, portos, aeroportos, energia, habitação e saneamento. O objetivo é destravar a economia e garantir a meta de crescimento de 5%.

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