Chinaglia nega que PT tenha proposto rodízio na presidência da Câmara e ataca PMDB

Deputado ameaçou contar supostos segredos da campanha feita pelo PMDB para promover a candidatura de Eduardo Cunha

André Borges, O Estado de S. Paulo

31 de janeiro de 2015 | 13h41

BRASÍLIA - O deputado Arlindo Chinaglia (SP), apoiado pelo governo para vencer as eleições à presidência da Câmara neste domingo, reagiu com indignação à afirmação feita pelo vice-líder do PMDB na Câmara, Darcísio Perondi, de que o PT propôs nessa sexta um apoio à candidatura do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para a presidência da Câmara. Em troca, Cunha e sua base teriam de se comprometer em apoiar um candidato petista à presidência da Câmara, daqui a dois anos.


"Se eu for responder a cada deputado que sonha, não se sabe se foi por causa do alimento pesado à noite, eu não conduzo a minha campanha", disse Chinaglia, ao ser questionado sobre o assunto. "Isso é mais uma tentativa inócua de tentar tergiversar. Ele não devia estar preocupado com isso. Isso não ocorreu. É óbvio que não", comentou o deputado.


Chinaglia ameaçou ainda contar supostos segredos da campanha feita pelo PMDB para promover a candidatura de Eduardo Cunha, mas não disse exatamente ao que se referia. "Se eu fosse jogar nesse nível, eu daria publicamente informações. Proponho ao deputado [Darcísio Perondi] dizer na minha frente se ele me autoriza a dizer o que eu sei sobre a campanha do PMDB. Está feito o desafio", afirmou, sem mais detalhes.


A movimentação está intensa hoje nos corredores da Câmara, onde os candidatos à presidência da Casa e líderes de partidos tentam firmar apoio na reta final da eleição, que ocorre amanhã às 18:00.


Durante um debate que acontece neste momento na Casa, os quatro candidatos ao comando da Câmara chegaram a ficar lado a lado durante um debate, mas o tema ficou limitado a discussões sobre a reforma política.

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