Chinaglia nega influência de Dirceu em eleição da Câmara

O líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), negou qualquer possível influência do ex-ministro José Dirceu na disputa pela presidência da Casa. Em entrevista concedida nesta segunda-feira à reportagem da Rádio Jovem Pan de São Paulo, o parlamentar lembrou que está conversando sobre o assunto com todos os grupos que compõem o PT, além das lideranças dos outros partidos. Por isso, informou, que falou inclusive com os colegas ligados ao deputado cassado José Dirceu. No último domingo, reportagem publicada no jornal Folha de S. Paulo, apontava a influência de Dirceu para a eleição do presidente da Câmara. Segundo o diário, a vitória de Chinaglia facilitaria a operação de conceder anistia ao ex-ministro, cassado em 2005 e inelegível até 2015. Ainda de acordo com a reportagem, em caso de vitória na Câmara, os petistas favoráveis ao retorno de Dirceu passariam a coletar 1,5 milhão de assinaturas pelo País para que seja apresentado um projeto de lei pedindo sua anistia no Congresso. A idéia é mostrar que a iniciativa de anistiar o ex-ministro partiu da sociedade. Chinaglia negou também que o presidente Lula vá tentar intervir na eleição para a presidência da Câmara dos Deputados. Ele afirmou, por outro lado, que, se o PT tiver que lançar um nome para concorrer à presidência da Casa, ele é o escolhido. O deputado assegurou que até poderá abrir mão de sua candidatura em prol de um partido aliado do governo e acrescentou que o nome de Aldo Rebelo (PCdoB-SP) para a reeleição ainda não foi oficializado. De acordo com ele, uma candidatura no Congresso depende, antes de tudo, de apoios. Este texto foi alterado às 14h54 para acréscimo de informação

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