Chinaglia nega defesa de Dirceu e quer reajuste pela inflação

O deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP), candidato à presidência da Câmara dos Deputados, afirmou que, se eleito, não irá defender o reajuste de 90% dos salários dos deputados federais, em entrevista coletiva na Assembléia Legislativa de Minas Gerais. "Não há mínima hipótese de conceder tal reajuste", declarou. Segundo ele, seria fundamental retomar as discussões com relação ao teto do funcionalismo público. O deputado afirmou ainda que, se eleito, irá levar essa discussão aos líderes dos partidos e caberá ao Plenário a decisão. Chinaglia disse, entretanto, que antes de retomar a discussão do teto irá ouvir o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Ellen Gracie. "Se depender da minha opinião, o que vai acontecer, com relação a este assunto, é de um reajuste pela inflação".Anistia a DirceuO candidato negou que pretenda patrocinar a anistia do ex-ministro José Dirceu (PT). "Como presidente não vou patrocinar a anistia de ninguém. Se alguém vai decidir essa anistia, que seja o Plenário", disse. Com relação ao racha da base aliada do governo, por conta da disputa entre ele e Aldo Rebelo (PCdoB-SP), Chinaglia diz não acreditar neste racha, pois "é mais otimista". "O ideal seria que tivesse havido um fórum da base aliada para escolher o candidato, me submeteria a isso, como forma de demonstração de unidade entre os partidos", afirmou. E acrescentou: "Se isso não ocorrer, vamos para a disputa. Mas de qualquer forma, não acredito que um partido que apóie o governo irá contrariar o programa desse mesmo governo". O petista disse ainda que não vê por que "ocorrer a contaminação da base de apoio do governo" em função destas duas candidaturas.Primeiro turnoChinaglia disse acreditar que ainda é possível vencer a disputa no primeiro turno. Ele admitiu, porém, que a entrada do deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR) deverá tirar votos tanto dele como de Aldo. "Houve uma repaginação da disputa, mas continuo trabalhando para, se possível, ganhar no primeiro turno", afirmou.Para Chinaglia, é natural que o governador Aécio Neves (PSDB-MG), assim como os deputados tucanos apóiem a candidatura de Fruet, mas ressaltou que sua relação com o PSDB não será alterada. O candidato do PSDB Gustavo Fruet também se encontra em Belo Horizonte onde irá se encontrar com o governador Aécio Neves, no Palácio das Mangabeiras.

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