Chinaglia não quer discutir aumento salarial de parlamentares

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT), vai reunir na próxima semana, pela primeira vez desde que assumiu a presidência da Casa, todos os integrantes da Mesa. Mas já antecipou que se algum integrante levar para discussão o aumento salarial dos parlamentares, votará contra. "Vou ponderar contra. Não é o momento desse assunto entrar na pauta", disse. A Mesa é constituída por sete titulares e quatro suplentes. Chinaglia já incluiu na pauta da próxima semana o projeto de reforma política. Ele avalia que dificilmente o projeto será votado nos próximos dias, mas quis sinalizar que em algum momento a proposta será apreciada. Com esse artifício, Chinaglia pretende também evitar que a reforma política não seja votada e que a Justiça Eleitoral defina as regras. "Está dado o recado que em algum momento vamos votar", afirmou. Na avaliação do presidente da Câmara, ao colocar o projeto na pauta, todos os deputados e os líderes ficarão cientes e caberá ao plenário retirar ou não o tema da pauta, se achar conveniente. "A partir da próxima semana vamos caminhar de maneira combinada e articulada para fazermos a reforma política", disse. Chinaglia vai se reunir na próxima terça-feira com os líderes partidários, quando pretende discutir os pontos da reforma política que poderão ser votados logo. Ele sinalizou que será votada proposta que já está na Casa e que foi aprovada pela Comissão Especial e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Segundo ele, qualquer proposta que chegar à Câmara será considerada como sugestão e caberá aos deputados considerar alguns pontos dessas sugestões, ou não. "Estamos pautando antes das sugestões para mostrar que vamos fazer a reforma política", afirmou. O ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, levará ao Congresso Nacional, na próxima quarta-feira, as sugestões de setores da sociedade para a reforma política. "Qualquer proposta que venha da sociedade será encarada como sugestão", disse Chinaglia. Medidas Provisórias Além da reforma política, Chinaglia colocou na pauta de votações da próxima semana a proposta de emenda constitucional que acaba com o voto secreto no Congresso Nacional. O projeto já foi aprovado em primeiro turno, no ano passado. Também foi incluído na pauta o projeto de lei relativo a segurança pública, sobre a prescrição de penas. Ainda na próxima semana, serão vistas as 21 medidas provisórias que tramitam na Casa, como as MPs do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que ainda não estão trancando a pauta no plenário.

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