Chinaglia: governo ainda acredita na reforma em 2014

O líder do governo na Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse nesta sexta-feira que o Palácio do Planalto vai trabalhar para "ver se dá tempo" de realizar um plebiscito sobre reforma política que valha para as eleições de 2014.

RAFAEL MORAES MOURA E RICARDO DELLA COLETTA, Agência Estado

05 de julho de 2013 | 15h41

Conforme informou nesta sexta-feira o jornal O Estado de S.Paulo, a presidente Dilma Rousseff ficou irritada com o vice-presidente da República, Michel Temer, que declarou nesta quinta-feira, 4, ser "impossível" realizar uma consulta pública a tempo de as regras valerem para as eleições do ano que vem. Temer recuou depois e, em nota divulgada pela assessoria, afirmou que o "ideal" é a realização de um plebiscito que implique mudanças imediatas nas próximas eleições.

Para Chinaglia, ainda dá para acreditar em um plebiscito válido para 2014. "Há quem analise, mas me refiro a muitas análises, que o fato do TSE ter definido 70 dias (prazo para a operação logística do plebiscito), isso praticamente tira as chances (de as mudanças valerem para 2014), agora a orientação do governo é que o ''praticamente'' não é ''totalmente'', então vamos trabalhar pra ver se dá tempo", disse o deputado, após reunião da coordenação da bancada do PT na Câmara com a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto.

"Ontem fizemos um pacto com a base do governo para trabalharmos ao máximo, tanto para questão do plebiscito e também por aquilo que já está sendo debatido no Congresso, especialmente na Câmara. Temos de articular com a base do Senado e, a partir daí, na minha opinião, teremos melhores e maiores condições de avaliar a questão do prazo (do plebiscito)", afirmou.

Questionado sobre a proposta de reforma política defendida pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Chinaglia respondeu: "Primeiro vai haver o plebiscito e uma das consultas vai ser, digamos, do próprio sistema de votação. A proposta da OAB é uma das (propostas). A pergunta do plebiscito não pode se dirigir para uma ou outra proposta, seja de quem for, ela tem de abrir a possibilidade para várias propostas e, a partir daí, na minha opinião, a gente tem de ouvir, sim, a OAB, como outras entidades."

A OAB está coletando assinaturas no País para a defesa de um anteprojeto de lei de iniciativa popular que leve a uma reforma política. Entre as propostas do projeto estão a votação em dois turnos para vereadores, deputados estaduais e federais e uma maior liberdade no uso da internet pelas campanhas.

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