Chinaglia diz que salário de parlamentares ´não é prioridade´

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), recuou sobre a questão do salário dos parlamentares. Ele havia declarado que colocaria "em breve" o assunto em pauta, e que o aumento salarial dos deputados, se possível, seria um dos primeiros projetos a ser votado na Casa. Nesta segunda, no entanto, Chinaglia disse que esse assunto não será discutido na reunião de líderes na terça. Por trás desse recuo está o temor de um desgaste para a Casa, ainda na primeira semana dos trabalhos sob seu comando. "Vou propor aos líderes que se reúnam com suas bancadas. Quero ouvir a opinião dos líderes de novo e a questão vai a Plenário, isso não é prioridade", afirmou. Chinaglia disse, depois do almoço com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que as medidas provisórias que constam do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) terão uma tramitação tranquila. O presidente da Câmara demonstrou maior preocupação com os projetos de lei que fazem parte do PAC. Ele lembrou que existe ainda cerca de um mês e meio para votar as MPs. As sete medidas provisórias do PAC passarão a trancar a pauta da Câmara no dia 19 de março. "Este trâmite vai ser tranqüilo do ponto de vista do prazo e intenso do ponto de vista do conteúdo. Creio que a gente deva ter atenção especial ao que não for MP. Este trâmite, se não for bem pensado, pode levar um tempo maior do que qualquer um de nós julgaria apropriado" , avaliou.Chinaglia disse que o presidente Lula marcou uma reunião, ainda nesta semana, com ele e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para discutir o PAC. Renan não pode comparecer ao almoço com Lula, no Alvorada, porque viajou para São Paulo, acompanhado da mulher, para se submeter a exames de saúde.O deputado disse que Lula não estabeleceu prioridades de votação para a Câmara. Segundo ele, isso será definido na reunião entre os líderes partidários.

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