Chinaglia diz que PT poderia ter feito mais nessas eleições

Ele enfatizou o papel do presidente Lula na disputa municipal e chamou atenção para sua popularidade

Carolina Ruhman, da Agência Estado

10 de novembro de 2008 | 14h00

Em um seminário para os prefeitos e vereadores eleitos, o PT paulista reuniu-se nesta manhã na sede da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) para um balanço da campanha eleitoral e para discutir as estratégias do partido rumo a 2010. "Nós todos concordamos que deveríamos ter feito mais", ponderou o presidente da Câmara, o deputado federal Arlindo Chinaglia  (PT-SP). Ele afirmou que o partido teve "algumas derrotas sofridas", citando os casos de São Paulo e Santo André, mas destacou que a sigla obteve algumas vitórias importantes como a de Luiz Marinho em São Bernardo do Campo. Chinaglia enfatizou o papel do presidente Luiz Inácio da Silva (PT) na disputa municipal e chamou atenção para sua popularidade. "Ninguém bateu no Lula. O Aécio (governador mineiro, Aécio Neves, do PSDB) saiu dizendo que o é o pós- Lula", ironizou, numa referência à troca de farpas recente entre o governador e o PT. O fato de que a eleição presidencial de 2010 será a primeira a não contar com a participação de Lula, desde a redemocratização do País, foi lembrado por todos os presentes. "Vai ter muito trabalho para construir uma candidatura nossa", apontou o presidente da Câmara. De olho em 2010, Chinaglia citou até a eleição de Barack Obama nos Estados Unidos para falar que o PT "não pode agir de última hora". E destacou: "Acabou o processo, temos que pensar nos próximos passos." O presidente estadual do PT de São Paulo, Edinho Silva, acredita que o balanço eleitoral não deve ser aproveitado para "fazer uma auto flagelo, uma sangria interna, que só leva à desagregação". Para ele, o desempenho do PT no Estado foi positivo, mesmo com a derrota na Capital. "Nós sabíamos que enfrentaríamos um processo eleitoral difícil", afirmou. Ele enfatizou a necessidade de o partido melhorar seu diálogo com a classe média e aproveitou para elogiar Lula, que, segundo ele, "abriu as portas de diálogo com a classe média". O presidente estadual do PT avalia que 2010 também será uma eleição difícil. O deputado federal João Paulo Cunha (PT), organizador do evento, chamou atenção para alguns desafios do partido nos próximos dois anos. Ele citou a crise econômica e a eleição dos presidentes da Câmara e do Senado como questões imediatas, e chamou atenção para o calendário interno do partido, com o Processo de Eleição Direta (PED) em novembro no ano que vem e o quarto congresso do PT no início de 2010. O seminário contou ainda com a presença do ministro da Educação, Fernando Haddad, que citou as ações do governo federal e de sua pasta para os prefeitos recém-eleitos.

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