Chinaglia diz que próximo passo é conquistar PSDB

O líder do governo e candidato à presidência da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse nesta quarta-feira, ao chegar a Porto Alegre (RS), que o próximo passo de sua campanha é conquistar o apoio do PSDB. A estratégia dos coordenadores da campanha do petista é garantir aos tucanos uma vaga na Mesa Diretora, de acordo com a proporcionalidade de cadeiras que o partido tem na Casa.Após garantir o apoio da bancada do PMDB na terça-feira, Chinaglia acredita que adquiriu algum favoritismo para vencer a eleição, mas descarta a possibilidade de pedir ao presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que retire sua candidatura à reeleição.Ao falar aos 17 deputados do PT, PMDB, PSDB, PTB e PP que participaram da reunião num hotel do centro da capital gaúcha, Chinaglia destacou que a composição de sua chapa levará em conta o princípio da proporcionalidade, priorizando a lealdade aos partidos. Também propôs um encontro público com os tucanos, para assumir compromissos e deixar claro que está disposto a respeitar a oposição se ganhar a disputa.Os três deputados federais eleitos pelo PSDB gaúcho gostaram do que ouviram. Um deles, Júlio Redecker, disse que o partido está disposto ao acordo e deve apontar o deputado federal Nárcio Rodrigues (MG) para a vice-presidência. Mas ressalvou que a decisão cabe à bancada federal do PSDB e ainda não está tomada.FavoritismoEntre os participantes da reunião, alguns manifestaram a esperança de que a eleição tenha apenas um concorrente. "A Câmara está voltando ao seu leito natural, que é a eleição do presidente pelas grandes bancadas e aberta a todas as bancadas", discurso Ibsen Pinheiro (PMDB). "Acredito em chapa única". Para Eliseu Padilha (PMDB), Rebelo vai preservar sua biografia e sair da disputa no momento certo. Henrique Fontana (PT) disse que quem não for presidente da Câmara será ministro do governo Lula.Um cálculo da deputada Maria do Rosário (PT-RS) indica que Chinaglia terá pelo menos 20 dos 31 votos da bancada gaúcha. Uma consulta feita pelo Estado revela que 13 deputados estão dispostos a apoiar o candidato petista. Os outros votos, prevê a deputada, serão dados pelos 14 indecisos. Há bancadas inteiras que ainda não definiram a quem vão apoiar. A do PSDB, com três deputados, e a do PTB, também com três deputados, estiveram na reunião com Chinaglia. A do PFL, com dois deputados, não participou.Este texto foi alterado às 19h27 para acréscimo de informação

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.