Chinaglia diz que não é candidato à presidência da Câmara

O líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia, que é um potencial candidato do partido para a presidência da Casa, disse neste sábado que o PT tem de construir um candidato a presidência da Câmara que represente todo o Poder Legislativo e destacou a independência da Câmara na relação com outros poderes. "O PT não tem de se preocupar em reivindicar a presidência da Câmara de forma exclusiva nem se preocupar em aceitar algum tipo de veto ao cargo. Somos 513 deputados. Não sou candidato, mas posso ser", disse. Ao ser questionado sobre a preferência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem se mostrado favorável a permanência de Aldo Rebelo (PCdoB) no cargo, Chinaglia destacou que é o deputado que mais tempo ocupou a liderança da Câmara. "Tenho honra de falar isso e da forma franca e leal com que me relacionava com o presidente. Entretanto, como meu orientador político e aquele que me nomeou ele pode me demitir, mas não há qualquer tipo de abalo ou rumor na minha relação com o presidente, que é absolutamente sólida e eu diria até mesmo de amizade". Chinaglia disse que o PT é o partido mais leal ao presidente Lula e que não há qualquer chance que os interesses do PT se choquem com os interesses do País e com o programa de governo. "O PT entende a situação do País, de crescimento econômico, geração de empregos e distribuição de renda, mas sabe que o governo precisa de um apoio maior que o do PT", afirmou.Para ele, é necessário que haja uma coalizão em torno de programas e daquilo que Lula representa para o País. Ele lembrou, entretanto, que os partidos da base aliada, além de direitos, possuem deveres para participar do governo. Ele negou que o afastamento definitivo de Ricardo Berzoini da presidência do PT esteja na pauta da reunião do diretório do partido neste fim de semana. O deputado disse apenas que tudo indica que a antecipação do Congresso do PT deve ser aprovada, mas a data ainda não foi definida. Chinaglia declarou que a redução do mandato do presidente do PT, de três para dois anos, não é a principal questão a ser discutida nesse final de semana. Segundo ele, é preciso se debater formas de resolver crises como a surgida no ano passado e compatibilizar a vida interna do partido com a realidade do governo e do País. Na opinião de Chinaglia, Berzoini teve um gesto de grandeza ao pedir para se licenciar da presidência e que, como no momento ele não reivindica voltar ao cargo, não é prioridade discutir sua permanência na presidência do PT.

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