Chinaglia diz que grampo é extremamente grave

Presidente da Câmara disse que escutas sem autorização contra autoridades são "inacreditáveis"

Agência Estado

31 de agosto de 2008 | 18h37

O presidente da Câmara dos Deputados Arlindo Chinaglia disse neste domingo, 31, em Santo André (SP), que considera "extremamente grave" a denúncia feita pela revista Veja de que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, foi interceptado em uma conversa telefônica pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin).   "Se não havia autorização, se é um grampo ilegal, é extremamente grave porque é grave fazer contra qualquer cidadão. E fazer contra duas autoridades, um senador e um presidente do Supremo, é inacreditável", disse Chinaglia, após participar de  comício na cidade de Santo André (SP).   Veja também: Oposição ameaça Lula de impeachment no caso dos grampos Lula se reúne com Mendes na 2.ª para discutir grampos da Abin Supremo quer que Lula esclareça grampos da Abin, diz Mendes Abin diz que abrirá sindicância para apurar grampos 'Lula terá que tomar providências', diz Garibaldi Grampeado, Demóstenes exige medidas de Lula   O presidente da Câmara disse ainda ter conversado por telefone com Gilmar Mendes e acertado uma reunião em Brasília durante esta semana para discutir o assunto. Ele afirmou que depois da conversa com o presidente do STF, pretende  se reunir com os demais deputados para definir que iniciativa tomar. "Não acredito que seja bom para o país que qualquer atividade saia dos trâmites legais", acrescentou Chinaglia, que acompanhou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em comícios neste fim de semana em São Paulo, Diadema, Santo André e São Bernardo do Campo. Ele informou que não conversou com Lula sobre o caso por estarem em campanha.   O presidente da Câmara defendeu que é preciso ter regras nas investigações policiais. "Alguém pode imaginar que supostamente se queira impedir o trabalho adequado da Polícia Federal ou de qualquer outro órgão, como a Abin. Não é isso. Sou contra o vazamento de informações". Chinaglia afirmou ainda que vai ser preciso esclarecer os fatos, apontar os responsáveis e tomar as providências adequadas. "Se alguém agiu errado, vai ter que pagar por isso".  As informações são da Agência Brasil

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