Chinaglia diz que é contra uso de verba sem nota fiscal

O presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), afirmou que é contra o uso sem a apresentação de notas fiscais de parte da verba indenizatória de R$ 15.000,00 paga mensalmente aos deputados. Essa verba é usada para gastos dos parlamentares nos Estados, como pagamento de aluguel de escritório e gasolina. Na manhã desta quinta-feira, 22, a Comissão de Finanças e Tributação da Câmara aprovou projeto de decreto legislativo que permite aos deputados gastarem até R$ 5.400,00 sem a necessidade de prestação de contas. "Não concordo com o uso de parte da verba indenizatória sem a prestação de contas", afirmou Chinaglia.Ele admitiu que o deputado Virgilio Guimarães (PT-MG), presidente da Comissão de Finanças e Tributação, o avisou na última quarta-feira que pretendia pôr na pauta de votação da comissão o projeto que reajusta em 26,49% os salários dos parlamentares. Pela proposta, os deputados e senadores, que hoje ganham R$ 12.800,00, passarão a receber R$ 16.200,00. Mesmo assim, Chinaglia disse que foi "surpreendido" pela proposta de reajuste salarial. "Não me deu detalhes, disse que iria tratar disso na comissão", relatou o presidente da Câmara.Reajuste na próxima semanaNa semana que vem, o reajuste salarial deverá ser discutido na reunião de Chinaglia com os líderes partidários. "Vamos tratar desse assunto do aumento no plenário depois de ouvir os líderes", disse Chinaglia. Ele observou, no entanto, que não há data para que o projeto de aumento salarial seja votado no plenário da Câmara. "Vai ter um trâmite. Evidentemente fomos surpreendidos e vamos analisar com os líderes do ponto de vista regimental. Vamos nos orientar com as bancadas", afirmou. Chinaglia disse ainda que a prioridade na Câmara é votar as medidas provisórias do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que trancam a pauta de votação desde o dia 19 de março. E a votação na última semana ficou prejudicada porque a oposição passou a obstruir a pauta para impedir o engavetamento da CPI do Apagão Aéreo. A estratégia rendeu algum barulho, mas o governo saiu vitorioso no Legislativo na noite da última quarta-feira e mandou para o arquivo o pedido de instalação da comissão que investigaria a crise no setor aéreo. Ainda falta a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a questão.

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