Chinaglia diz não trabalhar com hipótese de Marina deixar o PT

Deputado vê convite feito pelo PV à senadora como "comprovação da importância dela no cenário político"

Tomas Okuda, da Agência Estado,

08 de agosto de 2009 | 17h19

O ex-presidente da Câmara e deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) disse neste sábado, 8, que não trabalha com a hipótese de a ex-ministra do Meio Ambiente e senadora Marina Silva (PT-AC) deixar o partido. "Ela é uma militante histórica do PT, muito querida", justificou durante evento de encerramento das Caravanas do PT de SP, que reúne militantes e lideranças na capital paulista.

 

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, participará do evento. Para o deputado, o convite do PV a Marina para ser sua candidata à Presidência da República em 2010 "é mais uma comprovação da importância dela no cenário político nacional". "Quero crer que ela vai continuar no PT". A senadora passa o fim de semana no Acre, onde conversa com aliados sobre o convite.

 

A respeito da eventual candidatura do ex-ministro da Integração Nacional e deputado Ciro Gomes (PSB-CE) ao governo do Estado de São Paulo, Chinaglia afirmou que o relevante é a iniciativa do PT de "constituir alianças, conversando com os vários partidos". Mas primeiro, ressaltou, é "preciso trabalhar um projeto nacional em torno da candidatura da ministra da Casa Civil (à presidência da República), Dilma Rousseff, fazendo ajustes no âmbito dos Estados". Ele lembrou que alianças nacionais nem sempre se repetem nos Estados.

 

Chinaglia admitiu que, apesar de não faltarem nomes no PT para o governo do Estado, nenhum deles é "exuberante", "não há candidato natural que possa agregar PT e partidos aliados". Perguntado sobre uma eventual candidatura sua ao governo de São Paulo, afirmou que "ninguém é candidato porque quer".

 

 

Denúncias contra Sarney

 

Sobre a decisão do presidente do Conselho de Ética do Senado, Paulo Duque (PMDB-RJ), de arquivar todos as denúncias contra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), preferiu não se manifestar. "Isso é assunto do Senado e da sociedade", argumentou, destacando, no entanto, ser favorável à apuração de quaisquer denúncias envolvendo parlamentares.

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