Chinaglia discute votação de MPs com DEM e PSDB

O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), está reunido, no fim da tarde de hoje, com os líderes do DEM, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), e do PSDB, deputado José Aníbal (SP), em busca de um acordo para resolver o impasse nas votações das medidas provisórias (MPs). O DEM e O PSDB começaram hoje a obstruir a votações de MPs. "Vamos obstruir até que se chegue a um acordo que dê um horizonte para as votações de matérias de interesse do Congresso. Com as medidas provisórias, estamos sob o domínio do Executivo", disse Aníbal.ACM Neto afirmou que a posição do DEM é clara: o governo deve parar de editar MPs até que seja aprovada a proposta de emenda constitucional que altera a tramitação de medidas provisórias, em discussão numa comissão especial da Câmara. "Enquanto a nova proposta não valer, o governo não pode editar medidas provisórias", disse o líder do DEM.Na sessão deliberativa de hoje da Câmara, não houve quórum. Pouco antes das 17 horas, apenas 153 deputados haviam registrado presença - o mínimo necessário é de 257. Chinaglia desistiu de convocar uma nova sessão para hoje por constatar que o número de deputados continuaria insuficiente para se realizar uma votação. O presidente da Câmara afirmou que pretende promover amanhã uma reunião de todos os líderes partidários para tentar encontrar uma saída.O líder do PR, deputado Luciano Castro (RR), da base aliada ao governo, propôs hoje um acordo que permitisse a votação das MPs que já estão tramitando no Congresso. Em troca, o governo ficaria 30 dias sem editar MPs. "O governo dá uma trégua de 30 dias. É razoável. E nós limparíamos a pauta", disse. O líder do PR já procurou Aníbal para tentar um entendimento.

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