Chinaglia discute com oposição solução para votação de MPs

DEM e o PSDB começaram nesta tarde a pôr em prática a anunciada obstrução a votações de MPs

Denise Madueño, de O Estado de S.Paulo

17 de março de 2008 | 17h53

O presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), está reunido nesta segunda-feira, 17, com os líderes do DEM (ex-PFL), deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), e do PSDB, deputado José Aníbal (SP), em busca de um acordo para resolver o impasse nas votações das medidas provisórias  (MPs). O DEM e o PSDB começaram  nesta tarde a pôr em prática a anunciada obstrução a votações de MPs.   Veja Também:  Governo propõe à oposição pacto sobre limite a MPs   Na sessão deliberativa desta segunda da Câmara, não houve quórum. Pouco antes das 17 horas, apenas 153 deputados haviam registrado presença, e o mínimo necessário é de 257. Chinaglia desistiu de convocar uma nova sessão, por constatar que, mesmo que fizesse isso, o número de deputado continuaria insuficiente para se realizar uma votação. O presidente da Câmara disse que pretende promover amanhã uma reunião de todos os líderes partidários para tentar encontrar uma saída.   O líder do PR, deputado Luciano Castro (RR), da base aliada ao governo, propôs, na sessão de hoje, um acordo que permitisse a votação das MPs que já estão tramitando no Congresso. Pelo acordo, o governo, em troca da votação, ficaria 30 dias sem editar medidas provisórias. "O governo dá uma trégua de 30 dias. É razoável. E nós limparíamos a pauta", explicou Castro. O líder do PR já procurou Aníbal para tentar um entendimento.   "Vamos obstruir (as votações de MPs) até que se chegue a um acordo que dê um horizonte para as votações de matérias de interesse do Congresso. Com as medidas provisórias, estamos sob o domínio do Executivo", afirmou Aníbal.   Antonio Carlos Magalhães Neto disse que a posição do DEM é clara: o governo deve parar de editar MPs até que seja aprovada a proposta de emenda constitucional que altera a tramitação de medidas provisórias, em discussão numa comissão especial da Câmara. "Enquanto a nova proposta não valer, o governo não pode editar medidas provisórias", disse Magalhães Neto.

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