Chinaglia defende que comando da CPI seja da base aliada

Presidente da Câmara pede respeito à regra que dá cargos de comando de CPI às maiores bancadas

Agência Brasil

18 de fevereiro de 2008 | 16h06

O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), defendeu nesta segunda-feira, 18, que os maiores partidos das duas Casas do Congresso Nacional ocupem os cargos de comando da comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) que vai investigar possíveis irregularidades no uso de cartões corporativos.   Veja também:   Entenda a crise dos cartões corporativos  CPI dos cartões corporativos 'não incomoda', diz Lula   Segundo Chinaglia, é preciso respeitar a regra já adotada em outras comissões parlamentares de inquérito: "Sucessivas CPIs, em qualquer governo. E eu nunca vi (casos em) que os governos, tendo maioria, queiram repartir o poder com a oposição", afirmou o deputado, durante solenidade de assinatura de convênio entre o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a TV Câmara, para distribuição de noticiário sobre atividades legislativas.   Chinaglia disse temer que a disputa entre governo e oposição atrapalhe os trabalhos da Câmara. "O que me preocupa é que, em função da disputa política, venha a haver obstrução. Isso paralisa o Congresso, que não vota matérias importantes."   Se a CPMI for realmente instalada, enfatizou o deputado, que "trabalhe duro e não vire um palco midiático".   Para o líder do PT na Câmara, Maurício Rands (PE), a disputa pelos cargos de comando da CPMI é uma tática dos oposicionistas para tentar atingir o governo. "Como isso não está dando certo, sentimos que setores da oposição estão patinando na sua tática", disse o deputado.   Rands lembrou que, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, os partidos de oposição não chegaram a ocupar cargos de comando nas CPIs realizadas naquele período.   O presidente da OAB, Cezar Britto, também falou sobre a necessidade de se investigarem as denúncias de mau uso dos cartões corporativos. "O importante é investigar, porque tem pessoas usando, e usando mal, o recurso público."

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