Chinaglia dá sinal de que assinará criação de CPI da TVA

A comissão vai nvestigar a operação em que a Telefônica comprou a operadora de TV do grupo Abril

Denise Madueño, do Estadão

28 de agosto de 2007 | 20h44

O presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), sinalizou aos líderes partidários que há fato determinado para a instalação da comissão parlamentar de inquérito (CPI) que vai investigar a operação em que a Telefônica comprou a operadora de TV por assinatura TVA, do grupo Abril, e que, portanto, deverá assinar o ato de criação da comissão.   Para criar a CPI, são necessárias no mínimo 171 assinaturas de deputados - o requerimento da CPI da TVA-Telefônica foi assinado por 182 - e a existência de um fato determinado para ser investigado.   Na reunião de líderes nesta terça-feira,  Chinaglia manifestou preocupação com a possibilidade de desmoralização da CPI caso ela seja usada como instrumento de disputa política e não funcione para valer.    Deputados avaliam que o pedido de CPI seria uma operação do presidente do Senado, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), de retaliação à revista "Veja", editada pela Abril, que vem publicando reportagens sobre suposta prática de irregularidades pelo senador que resultaram em processos contra ele no Conselho de Ética.   O líder do PSOL, deputado Chico Alencar (RJ), propôs que a CPI seja instalada assim que o julgamento de Renan Calheiros seja concluído no Senado. "Isso é para evitar interesses subalternos e evitar a contaminação dos assuntos", disse.   O PSOL é o autor de duas das três representações que, no Conselho de Ética do Senado, pedem a cassação do mandato de Renan Calheiros. "Essa é uma CPI como outra qualquer. Para nós, é importante investigar, e somos insuspeitos de querer fazer o jogo do presidente do Senado", disse Chico Alencar. De acordo com líderes que estiveram na reunião, poucos se manifestaram em relação à criação da CPI, e o clima era de "incômodo".

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