Chinaglia dá apoio a Puccinelli na renegociação de dívida

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT), afirmou nesta quarta-feira, em Campo Grande, que vai intermediar as negociações entre governadores e União, sobre as dívidas dos Estados. "Embora o Poder Legislativo não entre nessa questão, posso fazer com que o diálogo entre ambos seja melhorado". Chinaglia ressaltou que ficará atento a tudo o que se relaciona ao problema, e explicou que a sua intermediação é um pedido pessoal do governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB). A afirmação foi feita na Base Aérea de Campo Grande, onde embarcou para São Paulo, por volta das 14 horas, depois de passar o carnaval em Bonito, no Pantanal, com a esposa e o filho. O Mato Grosso do Sul deve quase R$ 6,5 bilhões para o governo federal. A amortização consome R$ 1 milhão por dia, o que inviabiliza o crescimento do Estado. Segundo Puccinelli, a exemplo dos demais Estados do Centro-Oeste, ele também está disposto a acionar judicialmente a União, em busca da renegociação. Este foi um dos pontos principais defendidos pelo governador, durante a campanha eleitoral. Ao iniciar o governo, Puccinelli encontrou duas parcelas da dívida com a União não pagas pelo ex-governador José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, num total de mais de R$ 46 milhões. Ele lembrou ter dito várias vezes que os Estados correm sério risco de "quebrar" caso os critérios de cálculo dos juros da dívida não sejam revistos. Para o governador, o 12º Fórum de Secretários de Fazenda do Centro-Oeste, Rondônia e Tocantins, que será realizado, em Cuiabá, na quinta e na sexta-feira, deve ser a última tentativa para que o governo possa ouvir os Estados. A disposição é a de que se a União não responder favoravelmente em 30 dias, ocorra a votação no próximo fórum, pela ação judicial.

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