Chinaglia atribui aprovação de Lula às ações de governo

Pesquisa mostra que aprovação ao presidente subiu de 66,8% para 69,3% em abril, a maior desde 2004

GUSTAVO PORTO, Agencia Estado

28 de abril de 2008 | 13h48

O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), atribuiu a aprovação obtida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva  à série de ações feitas pelo seu governo nos mais de cinco anos de mandato. Segundo os dados da pesquisa CNT/Sensus divulgados nesta segunda-feira, 28, a aprovação ao presidente  subiu de 66,8% para 69,3% em abril, a maior desde janeiro de 2004.   Veja também:   Gráfico com o histórico da avalição do presidente  Maioria aprova terceiro mandato para Lula, aponta CNT/Sensus ESPECIAL:Terceiro mandato  Sem Lula, Serra lidera a corrida presidencial por 2010"Naturalmente a população analisa qualquer governo pela experiência cotidiana. A geração de empregos, distribuição de renda, bem como os investimentos feitos na educação, fazem com que a vida das pessoas tenha melhorado nos últimos anos", disse Chinaglia. "Isso se reflete no comércio, no consumo e na popularidade", completou.Chinaglia reafirmou ainda sua posição contrária ao terceiro mandato de Lula e disse que não é tentador o fato de a pesquisa CNT/Sensus apontar que 50,4% da população é favorável a Lula concorrer em 2010. "Isso é resultado do quadro de satisfação com o presidente e as pessoas tendem a pensar que isso continue. Sou contrário a um terceiro mandato, como fui contrário à reeleição e, para mim, não é tentador, pois temos de pensar na estruturação de poderes e a rotatividade é fundamental para a democracia", disse Chinaglia.O presidente da Câmara considerou ainda que a queda do governador de São Paulo, José Serra (PSDB) e o crescimento da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) na pesquisa de intenção de votos feita pela CNT/Sensus são "fotografias de um momento que não podem ser avaliadas sem que o filme inteiro seja visto". Para Chinaglia, o apoio explícito do presidente e uma ampla exposição na mídia fizerem com que Dilma fosse mais conhecida. "Com referência à queda do governador Serra, isso não tira a grande força dele nem agora e nem de ser um dos protagonistas principais da política nacional e fatalmente da eleição", concluiu.

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