Chinaglia ameaça não comparecer ao debate

Assessores dos três candidatos à presidência da Câmara - Arlindo Chinaglia (PT), Aldo Rebelo (PCdoB) e Gustavo Fruet (PSDB), da terceira via - reuniram-se nesta manhã para fechar a data e as regras do debate. Apesar de já ter confirmado sua presença, Chinaglia ameaça não comparecer, alegando que já tem compromissos na quarta e na quinta - possíveis datas para o debate, que será transmitido ao vivo pela TV Câmara.O debate foi proposto pelo atual presidente da Casa, Aldo Rebelo, e aceito pelos dois opositores. Chinaglia sugeriu na semana passada a realização de debates separados, com apenas dois candidatos de cada vez e, assim, evitar que Aldo e Fruet se unissem contra ele. Caso o petista não compareça, é provável que seus concorrentes adiem o debate. A presidência da Câmara será decidida em 1° de fevereiro, dia da posse dos deputados eleitos em outubro. Vence quem obter 257 votos do total de 513. Se nenhum candidato conseguir atingir mais da metade dos votos, a disputa irá para o segundo turno, entre os dois candidatos mais votados. RegrasCaso a presença dos três seja confirmada, o debate será dividido em quatro blocos. No primeiro, os candidatos responderão a perguntas da equipe da TV Câmara. No segundo, jornalistas sorteados farão duas perguntas para cada candidato. Já no terceiro bloco, os candidatos farão perguntas entre si, com direito a réplica e tréplica. E no último bloco, cada deputados responderá a três perguntas elaboradas pela população.CampanhaOs candidatos insistem nas promessas de respeito à ética e transparência na condução do Legislativo que viveu os últimos anos sob uma chuva pesada de denúncias de corrupção e desmandos.Aldo anuncia ajustes administrativos, adiamento da reformas dos imóveis funcionais e da construção de mais um prédio anexo da Câmara, além de maior controle de gastos.Chinaglia prega o resgate da imagem do Poder e diz que fazem parte da sua plataforma melhorar as condições de trabalho de parlamentares e dos servidores.Fruet, que entrou por último na disputa, defende critérios permanentes para a remuneração dos deputados, "compatíveis com a realidade brasileira". Diz que vai lutar para "reconstruir a imagem do Parlamento" e também pelas reformas política e tributária.

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