Chinaglia afirma que não intercederá

Presidente da Câmara italiana queria ajuda para rever benefício

João Domingos, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

21 de janeiro de 2009 | 00h00

Os apelos do presidente da Câmara dos Deputados da Itália, Gianfranco Fini, ao seu colega Arlindo Chinaglia (PT-SP) para que o Brasil reveja a decisão de dar ao extremista de esquerda Cesare Battisti o status de refugiado político não serão atendidos. "Essa é uma decisão do Poder Executivo. A Câmara nada poderá fazer", disse Chinaglia, presidente da Casa, depois de receber a carta de Fini, com tradução do italiano para o português feita pela Embaixada da Itália.No documento, Fini apelou a Chinaglia para que ajude a rever a decisão do ministro da Justiça, Tarso Genro, que negou o pedido de extradição de Battisti. Chegou a lembrar que o presidente da Câmara tem origem italiana. "Dirijo-me a Vossa Excelência, à sua sensibilidade e à sua origem italiana, para expressar-lhe grande surpresa e pesar, sentimentos compartilhados por todas as forças políticas representadas na Câmara dos Deputados, por permitir a condição de refugiado a Cesare Battisti, já julgado e reconhecido culpado de homicídios pela magistratura italiana, pela magistratura francesa e pela Corte Europeia de Direitos Humanos."Chinaglia ainda não respondeu diretamente à carta de Fini. Afirmou que o fará com cuidado. Lembrou apenas que não tem muito o que fazer e acha que o debate sobre o tema não contaminará a Câmara.

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