Chinaglia afirma que base aliada se recompõe após eleição

O deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), candidato à presidência da Câmara, disse nesta quinta-feira que se preocupou em fazer uma campanha "sem deixar traumas nem ofensas". Chinaglia afirmou ter confiança de que, passada a eleição, a base do governo, atualmente dividida entre o apoio à candidatura dele e à do atual presidente da Casa, deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), seja recomposta."Creio que as bancadas vão se orientar por convicções partidárias e programáticas, e a correlação de forças não vá se alterar", afirmou o petista. Ele disse que recebeu um telefonema de Aldo, de manhã, e que os dois se desejaram boa sorte. Os líderes do superbloco governista formado na quarta por oito partidos, liderados por PT e PMDB, se reuniram para discutir o encaminhamento da votação que escolherá o presidente e demais integrantes da Mesa Diretora da Câmara - a eleição começa às 15 horas. No início do encontro, o líder do PMDB, Wilson Santiago (PB), pediu aos parlamentares que votem nos candidatos indicados pelos partidos para os cargos da Mesa. O próprio Santiago é o candidato oficial do PMDB ao cargo de primeiro-secretário, o mais cobiçado depois da presidência da Casa, mas também concorrem como candidatos avulsos à 1ª Secretaria, os peemedebistas Hermes Parcianello e Osmar Serraglio, ambos do Paraná. AcordoOs líderes dos partidos na Câmara fecharam um acordo para recomendar às bancadas que votem, na eleição da mesa diretora, nos candidatos oficiais indicados pelos partidos. Segundo o líder do Partido da República, Luciano Castro (RR), a decisão foi unânime mas não inclui a eleição para a presidência da Casa, que é um caso à parte. A informação do acordo foi dada pela assessoria de imprensa da liderança do PMDB e pelo líder do Partido Verde, deputado Marcelo Ortiz. Ortiz informou que as lideranças se comprometeram a não se manifestar em plenário para evitar tumulto e acelerar o processo. "Somente os candidatos vão se manifestar." O deputado federal Eunício Oliveira (PMDB-CE), ex-ministro das Comunicações, disse que apóia e votará em Aldo, embora o partido dele tenha firmado apoio para Chinaglia. Na opinião do deputado, o apoio do PSDB, no segundo turno da eleição é que deve decidir a disputa. Para ele, a tendência é que os tucanos apóiem Aldo.

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