Chinaglia acredita em acordo com radicais no PT

O deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP) acredita que é possível haver um acordo entre o PT e a ala radical do partido. Apesar dessa convicção, ele destacou que o adiamento da audiência da comissão de ética se deve a razões burocráticas e de agenda. A reunião, que seria neste domingo, foi transferida para os dias 28 e 29 de junho.Chinaglia disse que não se pode fazer da punição um método freqüente do partido: "O debate no PT sempre foi amplo e não se pode fazer que a divergência resulte em punição. E acredito que não será assim."Apesar da afirmativa, o deputado federal considerou necessário o processo que foi aberto na comissão de ética contra a senadora Heloísa Helena (PT-AL) e os deputados Luciana Genro (PT-RS) e João Batista de Araújo, o Babá (PT-PA). E justificou também o afastamento de Babá e Luciana Genro da bancada, alegando que os dois tentaram desconstituir a figura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Chinaglia, o presidente Lula herdou uma situação muito difícil no País e se não colocou todo o seu projeto em prática é porque ainda não encontrou os meios para fazer o quer. O parlamentar disse ainda que a divulgação do vídeo pelos dois radicais chocou os petistas. No seu entender, isso representou um ataque puro e pessoal, e não um debate de idéias.

Agencia Estado,

23 de maio de 2003 | 15h06

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