China ameaça com pena de morte para conter Sars

Na China, a partir de hoje, quem ?transmitir intencionalmente? o vírus da pneumonia asiática ou recusar a quarentena imposta pelo governo para casos suspeitos e confirmados da doença poderá ser condenado a morte ou a prisão perpétua.A Corte Suprema chinesa decretou que quem transmitir a doença ?colocando em risco a segurança pública e causando graves danos ou a morte de pessoas? será punido com uma pena que varia entre sete anos de prisão até a pena de morte.Os que recusarem ou fugirem da reclusão da quarentena e se negar a fazer exames médicos serão condenados a sete anos de prisão. A Corte também previu pena para pessoas que se apropriarem de verba pública destinada ao controle e tratamento da doença.Funcionários públicos que não cumprirem o dever ou abusar da autoridade na prevenção e tratamento da Sars também seram preso.Na China outras quatro pessoas morreram nas últimas 24 horas. Mais 52 novos casos foram detectados no mesmo período, 27 deles na capital Pequim. Com esses dados, 271 pessoas já morreram no país vítimas da doença e os casos de contágio chegam a 1.858.Em Hong Kong, território autônomo chinês e segunda região mais afetada pela Sars, sete novos casos de vítimas fatais foram registrados, chegando a um total de 234. Outras 1.703 pessoas foram infectadas desde que a epidemia foi identificada em novembro do ano passado.Hoje, em um artigo na New England Journal of Medicine, cientistas do Centro de Controle de Doenças dos EUA e de centros de pesquisas da China, Vietnã e Taiwan anunciaram que a nova cepa do coronavírus que causa a Sars será chamada de Urbani, em homenagem ao médico italiano Carlo Urbani, primeiro a identificar a Sars como uma doença. Urbani foi uma das primeiras vítimas da pneumonia.Veja o índice de notícias sobre a pneumonia atípica

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