Chico Alencar critica a hegemonia do PMDB no Legislativo

Em seu discurso como candidato à presidência da Câmara, o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) criticou a hegemonia do PMDB no Legislativo. Ele afirmou que o comando das duas Casas, Senado e Câmara, nas mãos do PMDB dificulta o exercício da função fiscalizadora do Congresso. "É um perigo para a democracia brasileira", disse. Segundo ele, fará com que o "oficialismo predomine" e o Legislativo renuncie à fiscalização.

DENISE MADUEÑO, Agência Estado

04 de fevereiro de 2013 | 13h05

Alencar deu uma estocada no candidato oficial e favorito na disputa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), ao defender o projeto em tramitação na Casa que proíbe o parlamentar destinar recursos de emendas ao Orçamento da União para empresas de assessores. Uma das denúncias que pesam contra Alves é por suposto favorecimento a empresa de engenharia de seu assessor, que deixou o cargo após a publicação de reportagem sobre o assunto.

Ele defendeu mudanças nos critérios para apresentação de emendas. "As emendas parlamentares são usadas para o clientelismo, fisiologismo ou na perspectiva do mandato futuro", disse. Alencar reconheceu que não tinha chance de vitória, mas que a contabilidade dos votos não era o mais importante. "O que mais importa é o que queremos para o parlamento. E o parlamento está mal", disse, defendendo a discussão dos interesses da sociedade. "Parece óbvio, mas o óbvio muitas vezes é esquecido", afirmou. Para ele, há na sociedade um desalento e um desencanto com a atividade política.

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