Chefe do Incra baleado não corre risco de vida

A polícia de Paragominas, ao leste do Pará, está investigando o atentado sofrido na manhã de quinta-feira pelo chefe do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) na região, Etelvino Porto, que levou três tiros de um desconhecido. O autor dos disparos, não identificado, estava numa bicicleta e atingiu Porto na perna, no antebraço e no ombro. Ele foi operado no hospital municipal, teve as balas retiradas e passa bem, sem risco de vida. Porto contou aos policiais ter sido surpreendido pelo homem. Ele cruzou seu caminho, sacou um revólver calibre 38 e efetuou os disparos. O atentado, segundo Porto, pode ter sido praticado por um homem que ele flagrou violando a sepultura de seu irmão ao visitar o túmulo no dia de Finados. "Nós tivemos uma discussão e eu fui embora. O homem que atirou em mim tem as mesmas semelhanças físicas com a pessoa que vi no cemitério mexendo na sepultura", disse o diretor do Incra.O delegado de Paragominas, Marcelo Luz, destacou uma equipe de policiais para descobrir o paradeiro do acusado e prendê-lo. Segundo a descrição de Porto, ele é moreno, tem cabelos grisalhos, aproximadamente 40 anos, e usa bigode.Por enquanto, a polícia não trabalha com a hipótese de o ataque estar ligado a disputas por terras, que são comuns no Pará. O assassinato da missionária americana Dorothy Stang, de 73 anos, foi um dos episódios mais marcantes da violência no Estado. Dorothy, conhecida pela militância em favor dos trabalhadores rurais, foi morta por um pistoleiro em 12 de fevereiro de 2005, perto de Anapu.

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