Chávez volta a defender união de países sul-americanos

Em sua visita ao Maranhão, hoje, o presidente da Venezuela Hugo Chávez, voltou a defender a união dos países sul-americanos e insinuou que o projeto de um gasoduto interligando o Brasil e a Venezuela ainda não saiu do papel por influência dos Estados Unidos. "O Brasil é um país cheio de riquezas mas que sempre dependeu do império da América do Norte. Acho que não precisamos mais deles. Eu proponho uma união entre todos os países da América do Sul, um pacto para o desenvolvimento econômico mútuo entre todos os países da região." As afirmações de Chávez foram feitas durante pronunciamento de 40 minutos, ao lado do governador do Maranhão Jackson Lago (PDT), na sacada do Palácio dos Leões, palácio do governo estadual maranhense. Aproximadamente 400 militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) vieram de várias cidades do Estado para ver o presidente venezuelano. Lago e Chávez também estavam acompanhados do líder nacional do MST, João Pedro Stédile. Ontem, em Pernambuco, Chávez defendeu o a criação de um conselho sul-americano de defesa para que permitisse à região "falar duro" frente ao imperialismo. Hoje, o próprio governador Jackson Lago endossou o discurso de Chávez contra os Estados Unidos. "Chávez merece todas as homenagens pela proteção que ele tem feito à América Latina contra o império", disse.Gasoduto Durante o encontro, Chávez classificou como "necessária" a implementação de um gasoduto que ligaria a Venezuela, o Caribe e o Brasil, passando pelos Estados do Amazonas, Maranhão, Pernambuco, Rio de Janeiro e Distrito Federal e chegando até mesmo à Argentina, para evitar uma crise energética em todo o continente. No entanto, ele culpou os Estados Unidos pela não implementação do projeto. "Há uma campanha encabeçada pelos Estados Unidos contra esse gasoduto. Eles não querem que a gente saia da pobreza e do atraso." Essa foi a primeira visita de Chávez ao Maranhão. A passagem do presidente venezuelano ao Estado teve o objetivo de assinatura de convênios. Na área da educação, o governo do Maranhão assinou protocolo de intenções para importar o método de alfabetização cubano, adaptado pela Venezuela, chamado "Yo, si puedo" (sim, eu posso). Segundo Chávez, esse método foi o suficiente para alfabetizar cerca de 1,5 milhões na Venezuela.

WILSON LIMA, Agencia Estado

27 de março de 2008 | 19h52

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