Chávez recebe medalha Tiradentes na Assembléia do Rio

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, recebeu nesta sexta-feira a medalha Tiradentes, principal homenagem da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro. Chávez foi saudado pelas galerias, lotadas de militantes de partidos de esquerda e de integrantes de centrais sindicais. Durante a cerimônia, foi executado o hino da Venezuela e, em seguida, o do Brasil. Chávez ouviu o hino brasileiro com a mão no peito e de olhos fechados. Depois, passou a observar as galerias e demonstrava tentar ler as faixas de apoio a ele, escritas em português. Ao fim do hino, ele aplaudiu com entusiasmo e deu socos no ar, em comemoração. Em um determinado momento, os manifestantes entoaram palavras de ordem - como "o povo unido, jamais será vencido!" - e Chávez tentou acompanhá-los.Em discurso, Chávez comparou Tiradentes à Simon Bolívar, herói da independência venezuelana e declarou que "nada mais vai impedir que os povos da América Latina sigam pelo caminho da esquerda, rumo ao socialismo contra o capitalismo e o neoliberalismo." Ele citou Getúlio Vargas, leu trechos de Darcy Ribeiro, elogiou os atuais presidentes Evo Morales (Bolívia), Rafael Correa (Equador), Daniel Ortega (Nicarágua) e Fidel Castro (Cuba)e apenas citou rapidamente Lula, classificando-o como um amigo. O presidente venezuelano disse ainda que seria breve porque ainda pretendia visitar Oscar Niemeyer e dormir essa noite em seu país.IniciativaAprovada em 1999, a decisão de homenagear o presidente foi iniciativa do deputado Paulo Ramos (PDT), campeão na concessão de homenagens. Só em 2006, ele propôs a concessão da medalha a 22 pessoas físicas ou jurídicas. ?Tenho procurado sempre vincular a Medalha Tiradentes à questão nacionalista?, explicou. Segundo o deputado, a proposta teve por objetivo reconhecer "a importância do presidente venezuelano na mudança de rumo da economia e da política no continente latino-americano". Paulo Ramos disse ainda que pretende apresentar em fevereiro proposição para conceder a medalha ao presidente argentino, Néstor Kirchner, e observa os presidentes Evo Morales (Bolívia) e Rafael Correa (Equador). Colaborou Marcelo AulerEste texto foi ampliado às 21h53

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.