Palácio de Miraflores/Divulgação - 07/07/2011
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Chávez aceita oferta para se tratar de câncer no Brasil

Tratamento do presidente venezuelano deve ser realizado no hospital Sírio Libanês, que já recebeu Fernando Lugo, do Paraguai

Tânia Monteiro, Lisandra Paraguassu e Rui Nogueira, de O Estado de S.Paulo

14 de julho de 2011 | 19h52

BRASÍLIA - O presidente Hugo Chávez, da Venezuela, aceitou a oferta da presidente Dilma Rousseff para se tratar do câncer "da região pélvica" em um hospital de São Paulo. O comunicado da aceitação foi feito no final da manhã desta quinta-feira, 14, em um encontro no Planalto que reuniu a presidente Dilma, o chanceler venezuelano, Nicolas Maduro, o embaixador do país em Brasília, Maximilien Sánchez Arveláiz, e o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, ministro Marco Aurélio Garcia.

 

A tendência é que o tratamento seja no hospital Sírio Libanês. Maduro veio ao Brasil em viagem sigilosa, sem agenda oficial e sem anúncio do encontro no Planalto com a presidente Dilma. A presidente havia feito a oferta logo que soube que Hugo Chávez, 56 anos, se submeteu em Havana (Cuba), no mês passado, a uma cirurgia de retirada de um tumor cancerígeno.

 

O Estado apurou que o convencimento definitivo aconteceu no dia 5 de julho, terça-feira da semana passada, quando, em Caracas, foi comemorado o bicentenário da independência da Venezuela. Na ocasião, estavam presentes os presidentes da Bolívia, Paraguai e Uruguai - respectivamente, Evo Morales, Fernando Lugo e José Mujica - e de, praticamente, todos os chanceleres latino-americanos.

 

Após o fim do desfile, os três presidentes foram levados ao Palácio de Miraflores para um rápido encontro com Chávez. Ele agradeceu a presença dos três e fez uma saudação especial a Lugo, que se recuperou de câncer linfático após semanas de tratamento no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

 

Lugo, relatou na quarta-feira, 13, ao Estado um diplomata venezuelano, disse a Chávez que ele deveria aceitar a oferta da presidente Dilma porque ele foi salvo pelos médicos do hospital brasileiro.

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