'Chateado', ex-ministro não comenta prisão do irmão

Pouco depois de um de seus irmãos, Adarico Negromonte Filho, se apresentar na sede da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR), na manhã desta segunda-feira, o ex-ministro das Cidades, Mário Negromonte, decidiu deixar o gabinete que ocupa, no Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia, onde é conselheiro, para não voltar ao longo do dia.

TIAGO DÉCIMO, Estadão Conteúdo

24 de novembro de 2014 | 20h06

"Ele estava bastante chateado", contou um de seus assessores, para quem Negromonte deixou o recado de que não comentaria a prisão do irmão, suspeito de integrar o esquema de lavagem de dinheiro comandado pelo doleiro Alberto Yousseff, investigado na Operação Lava Jato, da PF. "Ele disse que já falou o que tinha para falar a respeito."

O assessor referia-se a uma entrevista dada pelo ex-ministro ao jornal Tribuna da Bahia, publicada no dia 17, na qual Negromonte disse considerar o irmão inocente "até que existam provas concretas" que o incriminem, mas defendeu punição em caso de comprovação do envolvimento. "Tenho 11 irmãos e os amo todos, então, o que eu puder fazer para ajudar, vou fazer", disse. "Agora, ele vai ter de mostrar que não cometeu nenhum crime. Se cometeu, tem de pagar."

O ex-ministro também disse, na entrevista, não ter nenhuma relação com o caso. "Se meu irmão fosse uma pessoa qualquer, de sobrenome Silva, eu jamais apareceria nisso", comentou, salientando que qualquer tentativa de envolvê-lo no esquema seria fruto de "jogo político". "Estou triste e preocupado por ter um irmão envolvido, mas estou tranquilo quanto a mim."

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