Charles Pessanha

Professor de Ciência Política da UFRJ

O Estado de S. Paulo

17 de março de 2015 | 00h02

Efetivamente, não foi uma manifestação trivial, assim como as manifestações em junho de 2013 não foram. São alertas que foram causados pela paralisia decisória do governo. O presidencialismo depende fundamentalmente da liderança do presidente da República, é ele quem pauta o poder.                                                                                  

Há uma paralisação do executivo, que não exerce liderança, não pauta a sociedade, e com isso está cedendo espaço para que outros atores políticos tomem conta do processo de decisão. Isso traz problemas e, se continuar, é pior. Estamos há dois meses com o processo decisório emperrado, e o governo tem decisões prementes a tomar.

Não estou negando nem desconhecendo que a situação política, por conta da Operação Lava Jato, complica as coisas. É um problema difícil, mas o governo precisa fazer sua parte. É preciso conversar com a população e com os aliados, ter mais rapidez, mais liderança, e sair do corner.

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