Chanceler britânica aprova Brasil no Conselho de Segurança

A ministra das relações exteriores do Reino Unido, Margaret Beckett, defendeu hoje a inclusão do Brasil, assim com de outras potências emergentes, no Conselho de Segurança da ONU. Segundo ela, a agenda global só será bem sucedida se houver uma reconfiguração do sistema multilateral com vistas à inclusão das nações emergentes."A definição atual dos membros permanentes no Conselho de Segurança baseia-se nas alianças da Segunda Guerra Mundial, na lógica da Guerra Fria. Se nos faltar coragem de realizar as reformas necessárias agora, ficará muito mais difícil para a ONU desempenhar seu papel no âmbito global; e para nós obter o apoio amplo dos membros da ONU às tão necessárias reformas internas", afirmou a ministra após conceder palestra na Fundação Getúlio Vargas (FGV).Segundo ela, a inclusão do Brasil no Conselho também viria com o acúmulo de responsabilidades, como a estabilização política na América Latina. "Na qualidade de importante ator regional, inclusive no Mercosul e na Comunidade Sul-Americana de Nações, significa intensificar seu importante papel na estabilidade e moderação da América Latina; e promover ativamente, na região, o enfoque progressista em relação a mudanças sociais no âmbito do sistema democrático".Parafraseando um discurso do primeiro ministro britânico, Tony Blair, ministra das relações exteriores do Reino Unido ainda disse que: "Não faz sentido o Conselho de Segurança da ONU, ter a França com membro permanente, mas não a Alemanha; a China e não a Índia; a Rússia e não o Japão; o Reino Unido e não o Brasil."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.