Chanceler brasileiro diz confiar em investigação da Bolívia sobre maus-tratos

Itamaraty quer esclarecer denúncias de ameaças a brasileiros na região da fronteira.

BBC Brasil, BBC

30 de abril de 2012 | 19h45

O chanceler Antonio Patriota afirmou nesta segunda-feira que a Bolívia se comprometeu a investigar supostas ameaças e agressões praticadas por bolivianos contra brasileiros na região da fronteira.

"Por enquanto eu não tenho nenhuma razão de duvidar da mais plena disposição boliviana em apurar exatamente o que aconteceu", afirmou Patriota.

Contudo, um pelotão de 30 militares de uma unidade do Exército de Brasiléia foi deslocado para a fronteira na última quinta-feira e permanece no local.

Segundo denúncias, as agressões vêm sendo praticadas nos últimos dias contra brasileiros que vivem em uma faixa de até 50 km do lado boliviano da fronteira. Entre os crimes estariam incêndio de casas e roubo de gado.

A retirada dos brasileiros da região já havia sido estabelecida em tratado para ocorrer até o fim do ano. Contudo, o Exército boliviano teria reduzido o prazo para 25 de maio.

O Exército brasileiro abriu uma sindicância para apurar a suposta entrada de uma patrulha do Exército boliviano em território brasileiro. A invasão teria ocorrido em Capixaba (77 km de Rio Branco), em 25 de abril.

Preocupação

Na sexta-feira, o encarregado de negócios da Embaixada do Brasil em La Paz, Eduardo Sabóia, foi recebido na Chancelaria boliviana, e o secretário-geral das Relações Exteriores, Ruy Nogueira, conversou com o vice-ministro de Relações Exteriores boliviano.

O governo do Acre manifesta preocupação recorrente com a segurança aos brasileiros na fronteira com a Bolívia.

De acordo com a Agência Brasil o problema é antigo e foi detectado há cerca de quarto anos.

Uma das origens da crise é uma lei da Bolívia que estabelece que estrangeiros não podem ser proprietários de terras na faixa de 50 km ao longo da fronteira. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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