Chance será igual para os pré-candidatos, diz FHC

O presidente Fernando Henrique Cardoso deixou claro nesta sexta-feira que todas as legendas que compõem a aliança governista terão chance de defender nomes próprios para encabeçar a candidatura da coalizão.Quatro horas depois de desembarcar na capital do Peru, onde participa da Reunião de Cúpula Ibero-americana, ele tratou de apagar o incêndio provocado na base do PSDB por suas declarações a uma emissora de televisão, nesta quinta-feira.FHC arrematou que nenhuma das forças partidárias tem o direito de vetar o nome apresentado por outra legenda, nem mesmo o seu partido. "Ninguém pode vetar ninguém. Nem o PSDB, nem ninguém", resumiu o presidente, no hall do hotel onde está hospedado.Durante entrevista à imprensa brasileira, FHC voltou a reforçar que é o presidente da República e igualmente o chefe de uma coalizão partidária. A partir dessa constatação, passou a "ditar" as regras internas para a disputa dentro da aliança governista pelo primeiro nome da chapa para as eleições de 2002.Conforme as regras que mencionou, cada um dos partidos que compõem essa aliança terá o direito de apresentar suas pré-candidaturas e de defendê-las - tanto o PSDB, quanto o PFL, o PMDB, o PPB e qualquer outra legenda "que queira se juntar a nós".O presidente reforçou, entretanto, que o nome escolhido será aquele capaz de "somar mais apoio e articular mais". "Naturalmente, cada partido fará força para o seu candidato", afirmou FHC. "Como estamos longe das eleições, há tempo para que a poeira assente e para que vejamos realmente qual é a melhor solução", completou.Com essas declarações, FHC tentou ainda desfazer o mal-estar que predominou nesta sexta-feira dentro do PSDB. Nesta quinta, ele havia afirmado à emissora de televisão que não existia nenhuma exigência prévia de que seu partido encabece a chapa governista nas eleições de 2002.Havia acrescentado ainda que a aliança poderia não sobreviver. As afirmações foram interpretadas como uma propensão do presidente a aceitar um candidato à sua sucessão de fora do PSDB. Em especial, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney.

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