Chalita visita cracolândia, mas evita criticar Alckmin

Ao visitar nesta terça a região da cracolândia, o deputado federal e pré-candidato do PMDB à Prefeitura de São Paulo, Gabriel Chalita, criticou a ação policial na região, classificando-a como "midiática??, mas poupou o governador Geraldo Alckmin. Ele criticou ainda a criação de casas de recuperação pela Prefeitura. "O meu medo é isso virar o que eram os manicômios antigamente."

FELIPE FRAZÃO, Agência Estado

04 de abril de 2012 | 09h03

"O Estado fez o que a Prefeitura pediu. Foi uma ação conjunta", justificou, referindo-se ao início da operação militar.

"Não sei se é bom a Prefeitura montar um monte de casas de recuperação. O caminho é conveniar", disse Chalita, que visitou a Cristolândia, iniciativa da Igreja Batista.

O deputado propôs que o município faça convênios com entidades privadas, igrejas e organizações sociais que atuam na recuperação de dependentes do crack para aumentar a capacidade de atendimento. É uma solução melhor, segundo ele, do que construir unidades próprias de tratamento, como os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e o Serviço de Atenção Integral do Dependente (Said) da gestão Gilberto Kassab (PSD). Além disso, recebem verba federal.

Apesar de defender a ideia como mais econômica, Chalita não estimou o custo dos convênios para os cofres públicos. Disse também não conhecer o Complexo Prates, centro de triagem inaugurado na semana passada com atraso de três meses depois da operação da PM. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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