Chalita sugere que Serra dê espaço a novos no PSDB

O deputado federal e candidato derrotado à Prefeitura de São Paulo, Gabriel Chalita (PMDB), sugeriu na manhã deste domingo que seu rival, o candidato José Serra (PSDB), abra espaço para que novos políticos tucanos disputem eleições no Estado.

ÁLVARO CAMPOS, Agência Estado

28 de outubro de 2012 | 12h41

"Eu acho que o Serra sai menor do que entrou nesta eleição. O PSDB poderia ter escolhido um nome novo para São Paulo. É um partido importante para o Brasil que não deixa um nome novo surgir nunca. É uma questão natural alguém que já foi governador, que já foi prefeito, dizer: ''Olha, agora vamos deixar outro participar''", afirmou Chalita, ao chegar para votar no Colégio Nossa Senhora de Sion, em Higienópolis, zona oeste da capital.

Questionado se a sugestão a Serra era de aposentaria, Chalita afirmou que não iria dizer que o tucano deve se aposentar, mas afirmou que é sempre bom deixar um novo nome surgir.

O deputado também criticou o tucano pela campanha agressiva durante o segundo turno, na qual o PSDB levantou temas que não estão relacionados diretamente à administração da cidade de São Paulo. "São temas que não têm nada a ver com São Paulo, como o kit gay e o mensalão. Em relação ao mensalão, é claro que todos queremos ver um resultado de limpeza para o Brasil. Toda a área de corrupção tem que ser banida, mas misturar uma coisa com outra não tem nada a ver", afirmou.

Chalita disse que ficou feliz por poder participar da campanha do candidato do PT, Fernando Haddad, mas disse que não vai assumir nenhum cargo em um eventual governo petista na capital paulista. "Não vou participar de um possível governo Haddad. Eu vou ajudar fazendo uma ponte com o Congresso", afirmou.

O deputado comentou também que, se pudesse dar um conselho a Haddad, orientaria o petista a escolher nomes técnicos para sua administração. "Diria o seguinte: escolha os melhores técnicos, independentemente de partido. Se tiver gente boa do PSDB, traga. Se tiver gente boa do PT, traga também", disse.

Questionado se PT e PMDB estarão separados no primeiro turno da disputa pelo governo do Estado em 2014, Chalita disse que a eleição estadual ainda está longe, mas não descartou uma eventual candidatura peemedebista ao Palácio dos Bandeirantes. "Político está aí para disputar eleição", ressaltou.

Segundo a assessoria, Chalita deve acompanhar o vice-presidente da República, Michel Temer, que vota na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), em Perdizes, zona oeste da capital paulista. Ainda não está decidido onde Chalita vai acompanhar a apuração.

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