Chalita lembra Enem e diz que promoveu avaliação escolar sem erros

Candidato do PMDB cita falhas no exame, mas evita fazer críticas diretas ao ex-ministro da Educação Fernando Haddad, candidato do PT à Prefeitura de São Paulo

Felipe Frazão, de O Estado de S.Paulo

30 de julho de 2012 | 23h27

O candidato do PMDB a prefeito de São Paulo, Gabriel Chalita, usou nesta segunda-feira, 30, as falhas de realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2009, 2010 e 2011 para comparar a complexidade da prova com a aplicação, segundo ele "sem problemas", do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado (Saresp) durante sua gestão à frente da Secretaria de Educação. A sequência de erros no Enem, desde o vazamento da prova na gráfica (revelado pelo Estado) até os erros de impressão e o vazamento de questões num colégio de Fortaleza, ocorreu sob o comando do agora adversário na corrida eleitoral e ex-ministro Fernando Haddad (PT).

 

O peemedebista disse ainda, em palestra ao Sindicato dos Engenheiros no centro da capital paulista, que o Saresp tem proporções semelhantes às do Enem. A prova avalia o aprendizado de alunos da rede pública estadual.

 

"A gente não teve nenhum problema, em nenhuma área", destacou Chalita. "O Enem, que deu tantos problemas ao governo federal. Nós tivemos o Saresp que é do tamanho do Enem, porque o Enem não é para todos os alunos. O Saresp era para todos os alunos, quase seis milhões de provas. A gente nunca teve um problema no Saresp."

 

Na crítica, Chalita não citou diretamente o ex-ministro Haddad, com quem havia firmado na fase de pré-campanha um pacto de não agressão. Em março, Chalita recebeu Haddad para jantar e conversar em seu apartamento, no bairro de Higienópolis. "Não é uma crítica ao ministro (Haddad), ao Enem, mas é uma reflexão, que aqui não tivemos esses problemas", afirmou Chalita.

 

O peemedebista explicou à reportagem que citou os erros no Enem quando falava sobre a importância de reconhecer os servidores públicos. "O conceito que eu coloquei isso, é que valorizei os profissionais da educação. O Saresp eu fiz questão que a rede técnica participasse."

 

Chalita citou a distribuição de livros na rede estadual com mapa errados, que ilustravam apostilas com dois territórios do Paraguai no continente sul-americano. O material, distribuído depois de sua gestão, era desenvolvido pela Fundação Vanzolini, contratada pela pasta.

 

"Ali o que foi feito é que pegavam um monte de consultor de fora e não valorizaram a máquina. Eu tenho essa visão: tem que valorizar os servidores, a máquina."

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