Paulo Liebert/AE
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Chalita faz agenda pública em SP em dia decisivo para a CPI do caso Cachoeira

Após o evento, o deputado dirigiu-se para votar, segundo ele, a favor da instalação da comissão

Ricardo Chapola, estadão.com.br

17 de abril de 2012 | 18h55

SÃO PAULO - Em dia crucial para decidir sobre a criação da CPI que investigará o caso Cachoeira, quando ocorreu no Congresso a coleta de assinaturas de adesão ao requerimento em favor da comissão, o deputado federal e também pré-candidato do PMDB à Prefeitura de São Paulo, Gabriel Chalita, não abriu mão de sua agenda pública nesta terça-feira, 17, na Câmara dos Vereadores. Chalita encontrou-se com parlamentares para discutir seus projetos de governo, seguindo a agenda da Casa em se reunir com todos os pré-candidatos à Prefeitura.

Apesar disso, o peemedebista dirigiu-se imediatamente para Brasília logo depois do encontro para votar, segundo ele, a favor da instalação da CPI para apreciar as denúncias de corrupção política sustentada pelos vínculos com o contraventor Carlinhos Cachoeira. "Vou assinar. Isso é fundamental. Eu sou favorável às investigações. Acho que elas não devem ser instrumento de utilização de ano eleitoral. E acho que a população brasileira cada vez mais quer cobrar das autoridades transparência. Se há denúncias graves envolvendo senadores, deputados federais e outros agentes públicos, ninguém tem que ter medo de investigação."

Manobra. A coleta de assinaturas em apoio à CPI foi marcada por um ato simbólico realizado por lideranças do PSDB, DEM e PPS. A oposição teme manobras governistas para atrasar a comissão.

São necessárias 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores para a criação da CPI. No Senado, no entanto, 28 senadores já assinaram o requerimento. Ainda não há levantamento preliminar na Câmara com o número de deputados que assinaram o requerimento para a criação da CPI do Cachoeira.

"Pela segunda vez um dos nossos é defenestrado do partido", disse o presidente nacional do DEM, senador José Agripino Maia (RN), referindo-se ao senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) flagrado pela Operação Monte Carlo em conversas telefônicas com o contraventor Carlinhos Cachoeira. As lideranças dos três partidos de oposição garantiram que suas bancadas de deputados e senadores vão assinar em peso o pedido de CPI.

"Essa CPI não vai ser fácil. Setores do governo não querem a instalação dessa CPI", observou o presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP). "O governo está agora com uma postura claudicante em relação à CPI. Temos de evitar que a CPI termine em pizza", emendou o líder do DEM na Câmara, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA).

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