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Chalita diz que rixa entre PT e PSDB pode eleger Russomanno

Para peemedebista, candidato do PRB tem 'apoios estranhos' e não apresenta 'proposta nenhuma'

Daiene Cardoso, da Agência Estado

20 de setembro de 2012 | 18h37

Ausente do debate promovido pela Arquidiocese de São Paulo, o candidato do PRB, Celso Russomanno, foi alvo de críticas do peemedebista Gabriel Chalita nesta quinta-feira, 20. Em suas considerações finais, Chalita disse que a tradicional disputa política entre PT e PSDB estava colocando a cidade sob o risco de eleger um candidato "com apoios estranhos" e "sem proposta nenhuma". "Fico ouvindo as não propostas do candidato e fico profundamente preocupado com isso", disse Chalita, numa referência a Celso Russomanno, líder das pesquisas de intenção de voto e filiado ao partido cujo dirigentes são ligados à Igreja Universal do Reino de Deus.

Chalita dedicou seus dois minutos de tempo para alertar sobre "o risco" de se eleger Russomanno. "Isso é absolutamente preocupante", observou. Além de Chalita, participaram do debate os candidatos José Serra (PSDB), Fernando Haddad (PT) e Soninha Francine (PPS).

No segundo bloco de perguntas dos religiosos, o destaque foi a intervenção do padre Júlio Lancellotti, da Pastoral do Povo da Rua, dirigida a Haddad e Serra sobre a política da atual administração para os moradores de rua. Na pergunta, o religioso lembrou a atuação da Guarda Civil Metropolitana (GCM) na retirada dos mendigos do Largo São Francisco, no centro da cidade, e acusou a gestão municipal de dar um tratamento "cruel e violento" aos moradores de rua e de promover a "limpeza social" na cidade.

"É um drama sofrido que se assiste no centro de São Paulo", concordou Haddad. O petista afirmou que foi implantada na cidade uma "política higienista", "arbitrária" e "repressiva" não só com os mendigos, mas voltada também para os camelôs, incluindo os deficientes físicos. "Convido a todos verem como os moradores de rua são acordados de manhã no Largo São Francisco", insistiu Haddad.

Ao comentar a resposta de Haddad, Serra disse se solidarizar com as vítimas de violência e, principalmente, com os moradores de rua. Segundo o candidato, das 26 mil abordagens da GCM ao longo dos últimos meses, 8 geraram denúncias contra os agentes e cinco deles estão próximos da demissão. Ainda de acordo com ele, o número de vagas em albergues aumentou quase 50% após a gestão Marta Suplicy (PT) e hoje sobram 800 lugares nestes centros de acolhimento de moradores de rua.

No final, Serra rebateu as acusações dos adversários de que os governos estadual e municipal se recusam a fazer parcerias com o governo federal. "Nenhuma (afirmação) é verdadeira", enfatizou. Se eleito, Serra disse que governará ao seu estilo e aproveitou para disparar contra os adversários. "Governo não é curso de graduação ou pós-graduação, como vem acontecendo no nosso País", disse. O tucano afirmou ainda que não fará "loteamento de cargos". "Nada de usar nomeação de forma oportunista", emendou.

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