Daniel Teixeira/AE
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Chalita diz que faz campanha pagando 'fiado'

Segundo candidato, presidente da Fiesp, Paulo Skaf, prometeu evento para conseguir verbas

Guilherme Waltenberg, de O Estado de S. Paulo

27 de agosto de 2012 | 17h33

O candidato do PMDB à Prefeitura de São Paulo, Gabriel Chalita, afirmou nesta segunda-feira, 27, estar fazendo campanha "fiado" em razão da dificuldade em conseguir financiamento. Seu teto de gastos, declarado à Justiça Eleitoral, foi de R$ 70 milhões, mas ele diz não ter chegado a R$ 1 milhão até o momento. "Estamos fazendo campanha fiado. Toda campanha faz isso. Nenhuma delas está conseguindo pagar a máquina (de campanha)", declarou. Para o candidato, a dificuldade é de todas as candidaturas, não apenas a sua. "Está difícil conseguir. Queríamos arrecadação pela internet, mas ainda há burocracia. Tem muitas promessas de pessoas que vão ajudar", disse.

Chalita afirmou que o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, filiado ao PMDB, garantiu que faria um jantar com empresários para conseguir verbas, mas ainda não tem data para o evento. Chalita, no entanto, acredita que a situação pode mudar. "As empresas vão ajudar. Eles pensam assim: ''se eu ajudar agora, vou ter que ajudar duas vezes''. Quando eles doam para um partido, tem que doar a todos. Isso que faz a lentidão na doação", argumentou.

Durante entrevista para a série Entrevistas Estadão, o candidato do PMDB disse contar com as propagandas de rádio e televisão para chegar a locais onde ainda é pouco conhecido, como a zona leste, já que não tem recursos para levar material de campanha a esses locais. "Gostaria de ter o tanto de cavaletes que os outros têm. Na rua, a (campanha) mais rica é do (candidato do PT, Fernando) Haddad", disse.

 

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